Laos


Vivendo em um dos cinco países marxista-leninistas remanescentes no mundo, os cristãos do Laos enfrentam oposição tanto do Partido Comunista, que os considera "agentes estrangeiros", quanto dos líderes budistas, que creem que o Laos e o budismo são inseparáveis por isso querem manter seu país "puro". Os cristãos, em particular os de regiões tribais, são presos e pressionados a renunciar sua fé. Alguns são até mortos. A condução de atividades de igrejas requer permissão do governo, que raramente a concede. Somente um número limitado de congregações cristãs registradas tem permissão para realizar cultos.
Apesar de o país ter caído na pontuação da perseguição no mundo (de 21º para 28º) isso não significa que as coisas estejam mais fáceis para eles. Nos últimos anos, os cristãos continuaram a experimentar muita perseguição. E isso não se aplica apenas aos convertidos do budismo, mas também para igrejas históricas, como a católica e a evangélica, que já estavam a muito estabelecidas no país.
A pressão vem, muitas vezes, da cultura tribal e, especialmente em áreas rurais, os cristãos são afetados pelas práticas animistas e, quando convertidos, são fortemente perseguidos para que voltem às crenças antigas. Os líderes tribais e moradores exercem forte pressão sobre o cristão que, caso se recuse a seguir a religião de seus antepassados, corre o risco de ser expulso de sua comunidade.

Por outro lado, por ser comunista, o Laos tenta manter tudo sob controle do Estado e a minoria cristã é vista como ‘agentes estrangeiros’ e o cristianismo como uma ideologia ocidental que desafia o comunismo. Os cristãos estão em constante alerta para falar de sua fé e crença e reconhecerem o limite para evitar reações dos funcionários. As autoridades legais são extremamente hostis para justificar a sua perseguição aos cristãos.
Assim, o nacionalismo religioso (o Laos não subexiste sem o budismo e vice-e-versa) e o comunismo latente no país, se unem numa corrente de perseguição, em que o cristão é alvo da intolerância dos líderes religiosos, que querem manter um país puro de interferência de outras religiões, e das autoridades que querem manter o país livre da influência ocidental.
Espancamentos, prisões, extorsões (o cristão quando preso é extorquido a pagar pela alimentação e ‘alojamento’ que recebe na prisão), são consideradas como parte da vida diária do cristão do Laos.
Os relatórios de campo da Portas Abertas indicam a detenção contínua dos cristãos que foram identificados, que fazem evangelismo ou pregam sua fé em Jesus a outras pessoas.  A prisão pode durar semanas ou até meses.  O último caso de que se tem notícia data de setembro de 2014. Outros cristãos foram colocados sob prisão domiciliar ou foram severamente espancados.
A perseguição pública, feita de forma aberta, não ocorre com frequência no Laos. Mas, especialmente nas áreas rurais, se convertidos são identificados, eles são primeiro colocados sob pressão. Exemplos não raros disso são ameaças de envenenamento de seus filhos ou outros membros da família. São expulsos da escola e da comunidade e de outros recursos garantidos pelo Estado a todo o cidadão do Laos. Caso permaneçam firmes em sua fé cristã, muitos são obrigados a deixar suas casas, expulsos da comunidade. Os cristãos também são acusados de criar "desarmonia" e suas casas são destruídas, forçando-os a viver em tendas na floresta ou mudar para outro lugar.

Comunismo marxista contra cristãos no Laos

O Partido Revolucionário Popular está no poder desde 1975.  Esta ditadura praticamente não deixa qualquer espaço para as minorias respirarem no país. Suas redes exclusivas de famílias, membros do partido ou amigos próximos, aumentam a fortemente a pressão sobre as minorias, mas em especial os cristãos.
Para finalizar o quadro, o país tem uma completa falta de liberdade de opinião, muito menos uma imprensa livre capaz de destacar os casos de corrupção. Qualquer grupo organizado, especialmente aqueles que não estão dispostos à ideologia imposta pelo governo, é percebida como uma ameaça para a preservação do comunismo no país. A proposta, lei criada em setembro de 2014, coibi o trabalho das ONGs, seguindo o modelo da Rússia e da China, mostra que o governo não visa qualquer reforma em breve.
 Outro sinal disso é um decreto publicado em setembro de 2014, proibindo a crítica contra o governo. Templos budistas são o centro da vida social e religiosa, especialmente no campo. A maioria dos homens no Laos passa algum tempo de sua vida servindo no templo budista.
Na maioria dos casos, este tempo dedicado ao templo é limitado a alguns meses, semanas ou mesmo dias. Mas, no entanto, mostra quão profundamente o budismo está arraigado no pensamento e na cultura da sociedade. Embora muitas vezes esteja misturado com crenças e práticas animistas, cada desvio é impensável e percebido como perigoso.


Bandeira: Laos
Região: Sudeste da Ásia
Líder: Presidente Tenente General CHOUMMALI Saignason
População: 6,8 milhões
Cristãos: *
Religião: Budismo 67%, outros 31,5%
Governo: Estado comunista

Última atualização em 7/1/2015
Fonte Portas Abertas

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